Certamente!

Paulo Querido. Na Internet desde 1989

14 de agosto de 2007

Vivam os lucros da banca, sinal de Grande Progresso da nossa economia!

“Aqui vai mais um exemplo de uso e abuso por parte de um colega arquitecto, bem posicionado na vida.

Respondi a um anúncio, fui a uma entrevista e comecei a trabalhar, numa situação que seria experimental por um mês, quer a nível de remuneração, quer a nível de situação profissional. Aceitei.

Ao fim de 4 meses a trabalhar 42.5 horas por semana, por 500€, sem mais nenhuma regalia (e nem a recibo verde estava), a situação mantinha-se como inicialmente. Ou seja, estava a trabalhar para o “boneco”, sem regalias sociais, nem sequer a contar para a reforma.

Cansei, “despedi-me” (daquilo que não era um emprego), dado que é preciso ter um grande estômago para aguentar uma situação assim, em que após cerca de 18 anos a estudar, não temos nenhum valor e continuamos a viver à custa dos pais, porque após pagar transportes e almoço, pouco ou nada me sobrava.

Neste momento, já estou à procura de novo emprego há quase 3 meses e nada. A situação que me resta (ou nos resta, dado que conheço muitos colegas na mesma situação) é ir para o estrangeiro, ou voltar à estaca zero e tirar outro curso ou continuar a sobreviver à custa dos meus pais, porque tudo o que surge é igual ou pior à situação que tive.

Continuo no desemprego (sem subsídio), até quando…

Mais uma arquitecta a viver de “paistrocínios”

Anónima”

(copiado direitinho de FERVE)