Certamente!

Paulo Querido. Na Internet desde 1989

10 de maio de 2007

Yet another homage to Tony Blair

Sobre a partida discreta de Tony Blair, estou de acordo com João Carlos Espada no Expresso. A história não faz justiça a um governante lúcido e raro.

Volto, portanto, ao “por uma vez sem exemplo”, hein… Aliás, não me lembro da última vez que terei concordado com JCE. Que nesta Homenagem a Tony Blair escreveu: «são hoje raros os que defendem o legado do primeiro-ministro trabalhista. Eu estou entre eles. Blair ultrapassou largamente as minhas expectativas quando, após a morte de John Smith, escrevi (na altura no jornal ‘Público’) que só ele poderia levar de novo o Labour ao poder».

Eu não tinha expectativas. Mas fui aprendendo a admirar Blair, provavelmente o único político europeu que ousou surpreender os eleitores, a Imprensa, os analistas e os políticos, adversários ou camaradas, do seu país e dos outros países europeus. Um homem vagamente comum em tantas matérias — mas um dirigente com visão e coragem, que não raras vezes teria feito melhor (para si) em calar-se e seguir a manada do politicamente correcto, optando ao invés pelas posições mais difíceis de sustentar e impopulares (mas correctas para a sua posição).

«Ao fim de dez anos, Tony Blair vai em breve partir sem grandes aplausos. Mas isso também aconteceu com Margaret Thatcher (e, já agora, Cavaco Silva). E ninguém tem hoje dúvidas sobre a importância do que fizeram».

Nem mais.