Certamente!

Paulo Querido. Na Internet desde 1989

17 de junho de 2008

E ele a dar-lhe com o Rosé e a Via Verde

Para um homem do marketing, Carlos Coelho vende marcas com pouca cola para o meu gosto.

Ainda o Mateus Rosé? Um produto bem vendido é uma coisa que ninguém contesta, ao que “os portugueses” encolhem os ombros é à qualidade do Mateus Rosé como vinho, não como marca.

Mas o pior é a Via Verde. Mas quantos séculos mais acham os gajos das frases bonitas que podem continuar a contar a mentira da Via Verde para valorizar Portugal?

Não é só o facto de a sua invenção portuguesa ser um mito de consumo interno (a tecnologia já existia, e em acção, quando foi comprada pela Brisa a uma empresa norueguesa). É o facto de usarem o mesmo argumento há 15 anos.

15 anos a acharmos que somos bons por causa de um produto que não inventámos e cuja aplicação nacional — nunca repetida em nenhum outro país… pobre burros — decorre da conjugação de duas infelizes situações de monopólio no Portugal a sair dos anos 80. Está bem — eu prefiro orgulhar-me da Academia de Alcochete, que produz futebolistas para exportação, e dos 3 brasileiros cujo trabalho na selecção portuguesa de futebol nos últimos 5 anos e meio foi tão positivo para os resultados da equipa.