Certamente!

Paulo Querido. Na Internet desde 1989

13 de junho de 2010

O Mundial B

O Campeonato do Mundo de futebol da África do Sul está a ser um verdadeiro Mundial B.

A quantidade de jogadores de topo que ficaram de fora por lesão dava para fazer uma equipa capaz de chegar às meias finais, pelo menos.

Graças à teimosia de Joseph Blatter com a porcaria da corneta que os portugueses amam ao ponto de as comprar para promover uma gasolineira, ver os jogos ao vivo é uma dor de cabeça e as transmissões perderam todo o tipo de encanto sonoro: só se aguentam tirando o som.

A bola, a jabulani, devia ser rebatizada de frangolani.

As estratégias apresentadas até agora (7 jogos) revelaram um excesso de conservadorismo capaz de fazer adormecer qualquer telespetador e entediar os analistas e os amantes do futebol.

A quantidade de golos nestes primeiros jogos indicia a ausência de qualidade atacante. Apenas 9 golos em 7 jogos, contra 17 golos em 2006 e 24 golos em 2002.

A vuvuzela abafa todo o tipo de manifestação popular que pudesse constituir motivo de interesse secundário nas transmissões televisivas, empobrecendo o espetáculo.

Os jogadores e outros intervenientes no jogo queixam-se tanto do barulho da corneta que suspeito que a vuvuzela é uma das causas, ainda que secundárias, desta qualidadezinha fraquinha da prova.

Espero, sinceramente, que o interesse melhore na segunda ronda. Da primeira já não espero nada.