Certamente!

Paulo Querido. Na Internet desde 1989

10 de julho de 2011

Uma semana de luto

Até hoje não consegui escrever esta nota. O Diogo morreu. Já toda a gente escreveu sobre ele e não há nada que eu possa acrescentar que seja útil. Fica esta nota pessoal à guisa de marco:

A partida do Diogo deixou-me um vazio inesperado. Eu era um das centenas de amigos do Diogo — não íntimos como os mais chegados nem soltos como os amigos das redes sociais. Amigos tão simples como a água. Amigos que se admiram, que se conversam, que se cultivam, que se regressam quando a vida o proporciona.

O dia 4 de Julho é a data do seu último tweet e também das últimas mensagens que trocámos. A sua última DM no Twitter deu-me uma força extraordinária, que encaro agora como uma passagem de testemunho na minha escala individual: tenho a obrigação de me superar e fazer melhor para mim e para o meu ambiente.

E é tudo o que de pessoal acresce.

O Diogo era um benfazejo. Não abundam, sabem.

O Carlos Zorrinho — que conheci em pessoa num dia em que os 2 travaram um pequeno combate de ideias — tem sobre o Diogo Vasconcelos um artigo que merece atenção: Um Homem Bom (Homenagem singela a Diogo Vasconcelos).

Paulo Pedroso sintetizou o tipo de homem que o Diogo foi. Um homem que escolhia o abraço e a palavra. (RIP Diogo Vasconcelos).


Foi uma semana de luto. Morreu também Maria José Nogueira Pinto. Ao longe da televisão e dos jornais, admirava-a.

Os ateus também rezam, Zézinha — escreveu Isabel Moreira. Este ateu emocionado concorda.