Certamente!

Paulo Querido. Na Internet desde 1989

30 de janeiro de 2009

Cavaco 2.0: Presidência adere a Youtube e Flickr

Depois do Twitter, na semana passada, a Presidência da República anunciou na passada segunda-feira que passa a dispor de mais canais nas redes sociais. A partir de hoje podemos ver as fotos do presidente Cavaco Silva no Flickr e os videos da presidência no YouTube e também no português Sapo Videos.

A actualidade, a agenda, as intervenções, as mensagens, as visitas e outras iniciativas do Presidente da República passam, assim, a poder ser acompanhadas pelo público nos próprios espaços onde “habitam” e comunicam, dentro da Internet.

(Versão de arquivo. Primeira publicação no Expresso Multimedia.)

O rápido desenvolvimento das Tecnologias da Informação e Comunicação coloca-nos constantemente novos desafios. São disponibilizados novos meios para melhor dialogarmos nas sociedades modernas. Temos de estar atentos para responder a esses desafios e encontrar novas soluções para as necessidades de comunicação que todos partilhamos” — justifica a mensagem pessoal de Cavaco Silva difundida pelo sítio da presidência e retransmitida pelos outros canais.

Os canais partilham o mesmo objectivo: disponibilizar informação actualizada sobre as actividades do Presidente da República a cada vez maior número de utilizadores das novas ferramentas de partilha na Internet.

presidencia no flickrAlém da página oficial, a Presidência da República Portuguesa passa a estar presente em duas comunidades de partilha de audiovisual – os canais YouTube, em http://youtube.com/presidenciarepublica, e Sapo Vídeos, em http://videos.sapo.pt/presidencia – bem como na rede social Twitter, em http://twitter.com/presidencia, e no Flickr, em http://flickr.com/photos/presidencia, um sítio de hospedagem e partilha de fotografias.

Este exemplo da Presidência da República DEVIA fazer pensar outras instituições, nomeadamente a Assembleia da República. A actividade dos deputados continua a ser muito difícil de seguir na Internet. Seja para efeitos de escrutínio, seja para estar a par das iniciativas, seja para tentar estabelecer diálogos, os cibercidadãos só dispõem de um sítio oficial que está concebido para dificultar o acesso à informação. Isto, claro, para além da comunicação social online.

Por iniciativa pessoal, um punhado de deputados aderiu ao Twitter nas últimas semanas (ver lista aqui). Louvável — mas não suprime a lacuna informativa das instituições, cada vez mais gritante.

Paulo Querido, jornalista