Certamente!

Paulo Querido. Na Internet desde 1989

16 de dezembro de 2008

Francamente, para que serve o PSD?

Miguel Sousa Tavares tem uma análise de se lhe tirar o chapéu, no Expresso.

Eu devo dizer que ri a semana toda, a ver os noticiários. As reacções às medidas de combate à crise são um caso de estudo sobre o afastamento dos partidos políticos relativamente à sociedade civil que acham que representam. Os títulos sucediam-se nos rodapés com um efeito hilariante: por cada associação de patrões que dizia bem, ou assim assim, das medidas, alguma fonte do PSD dizia mal. Das medidas, do governo, por definição, princípio e sistema. Como um autómato.

É também por isso que a pergunta do título de MST é tão pertinente nesta altura. Francamente, para que serve o PSD? Ainda não estão a tocar as sirenes? Quem foi que desligou os sistemas de aviso de perigo eminente de ruptura no casco do navio?

Quando, no centro de uma crise económica mundial sem precedentes, o que mais preocupa o maior partido da oposição é acusar o primeiro-ministro de não a ter previsto, de ser culpado dela em Portugal e de não ser suficientemente pessimista, apetece quase dizer, como diriam os 70% de portugueses insatisfeitos com esta democracia: quem tem uma oposição destas, escusa de ir a votos.

A política não se faz com autómatos e respostas pré-programadas. Muito menos em alturas de excepção, como a actual.