Certamente!

Paulo Querido. Na Internet desde 1989

16 de junho de 2008

Gasolina no Tratado de Lisboa: o previsível e o imprevisível

Eu sou europeísta. Como tal, caiu-me mal o (previsível) desfecho do referendo irlandês.

Eu sou pessimista relativamente às crises de todos os tipos que o (previsível) fim da economia do petróleo acarretará, ou já começou a acarretar, e portanto caiu-me bem a forma magistral como o governo geriu a mini crise aberta pela reacção dos transportadores à alta da gasolina.

Eu sou preguiçoso e portanto não me apetece escrever muita prosa sobre os dois assuntos políticos da semana. Mas além dos textos lógicos sobre o Tratado de Lisboa, por Vital Moreira no causa nossa, e parafraseando-o, encontrei um post que gostava de ter escrito: a circularidade do quadrado, de Valupi, no Aspirina B.

Ora leiam:

“pejadinhos dos vícios que consistem em tentar que nada se altere de fundamental na política portuguesa [Pacheco Pereira e Marcelo Rebelo de Sousa] ficaram banzos com a gestão e desenlace da crise dos transportadores. Nunca tal tinham visto cá na terrinha, sabendo perfeitamente que eles próprios não saberiam lidar com a situação — e não amam Portugal o suficiente para reconhecerem que o Governo assumiu profissionalmente uma situação que era nova e imprevisível”

Eu, que nada tenho a ver com isto, também fiquei banzo. Estava à espera que Sócrates entrasse no plano inclinado e assim como assim podia desculpar-se a conjuntura e a origem alienígena do preço dos combustíveis. Optou por mostrar que sabe negociar. Viva a surpresa.