Certamente!

Paulo Querido. Na Internet desde 1989

16 de julho de 2008

Meo: uma review à séria

Uma crítica, ou review, de Pedro Couto e Santos ao produto tão badalado ultimamente é uma lição dupla. A Meo review, no Macacos, merece leitura atenta.

Porque é a lição dupla? — pergunta o meu leitor.

Primeiro, porque é a crítica que nenhum jornal da “especialidade” seria capaz de fazer. Não vou insultar ninguém apelidando isto de “jornalismo do cidadão” porque não faz sentido algum, mas é sem dúvida um cidadão (todavia um cidadão com competências na matéria e com o nervo suficiente para escrever sobre o iPhone: “não é um gadget… é uma extensão peniana“) e é uma análise que, penso, qualquer jornalista com gosto pela área gostaria de poder ter feito.

Segundo, porque comprova que se podem fazer críticas, ou reviews, isentas e impecáveis a despeito de existir uma ligação entre o criticante e o objecto criticado. Não é por o Pedro ser pago por uma empresa do grupo do Meo que se sente incapacitado para escrever sobre o produto de uma forma rigorosa. O mesmo se pode aplicar às reviews pagas, uma prática comum em várias blogosferas, incluindo a portuguesa. Muita gente torce o nariz e eu penso que é de torcer quando em presença de autores fracos, que manifestamente seriam incapazes de uma crítica honesta mesmo que não lhes pagassem por ela, mas não anatematizo o exercício.

Recomendo a leitura completa do Meo review, aqui fica um aperitivo.

Mantive o meu antigo serviço da Cabovisão a funcionar durante mais ou menos um mês em simultâneo com o meo, just in case e pude comparar a diferença de qualidade de imagem.

Sem sombra de dúvidas que a qualidade de imagem do meo é muito superior à do cabo. É tão óbvio que não deixa dúvidas. No entanto, nota-se que nalguns canais existe bastante mais compressão na imagem do que noutros.