Certamente!

Paulo Querido. Na Internet desde 1989

23 de novembro de 2020

Segunda-feira, 23 de novembro de 2020

E o cardápio para esta edição é:

🤑 o capitalismo

🇹🇷 ❤️ 🇪🇺 o escaldante e sempiterno romance turco

🇬🇧 💔 🇪🇺 o divórcio britânico quase consumado

🗳️ os 50.000 que não vão eleger Marcelo no dia 24 de janeiro

👋 a atrasada expulsão de Orbán

Há algo de profundamente errado connosco. Ora vê a imagem abaixo e diz-me o que é. Dica: o quadro refere-se a este ano, 2020, o ano da pandemia COVID-19.

Imagem tirada da newsletter Morning Brew

Recep Tayyip Erdoğan disse num congresso do seu partido que a Turquia se vê a ela própria como parte da Europa (Reuters). Esquece agora a questão meramente geográfica (só uma minúscula parte da Turquia está no continente europeu), a questão cultural (a Turquia é, digamos, apenas intermitentemente, erraticamente ocidentalista). O que o presidente quase ditador está a dizer é que a Turquia quer ficar no bloco europeu no remapeamento em clusters das potências mundiais. E a União Europeia tem a fácil decisão de a aceitar. É um membro irrecusável. A Turquia já cá andava antes e vai continuar a andar depois de Erdoğan.

O mais assustador não é a estratégia de fim de jogo do governo britânico, escreve Paul Mason. É que não existe uma. Ou, num português que jamais o meu ajudante Cecil será capaz de utilizar: o Reino Unido está à beira do precipício chamado Brexit e Boris Johnson prepara-o para um grande passo em frente.

Infectados e confinados nos dez dias antes das eleições não poderão votar. São regras excecionais e necessariamente imperfeitas. E dolorosas para a cidadania, também esta afetada pelo vírus. A data das presidenciais será marcada para dia 24 de janeiro. Voto antecipado, votos sujeitos a desinfecção e quarentena de 48 horas. Notícia completa aqui.

O Livre reagiu. Considera as regras inadmissíveis e chama a AR para procurar uma solução. Contas de guardanapo apontam para 50.000 impossibilitados. de votar. É muita gente, efetivamente.

Canseira: carne de vaca e porco. Excitação: hamburgers vegetarianos

Voltando à questão dos problemas do PPE com o nacionalista Viktor Orbán: numa entrevista ao De Standaard Manfred Weber, líder da “família” de centro-direita no Parlamento Europeu, deixou o recado claro, clarinho: “se não fosse a epidemia, a assembleia do PP já tinha tomado uma decisão sobre a exclusão do Fidesz” (partido de Órban). É cada vez mais difícil sustentar o veto húngaro e polaco à “bazuca” europeia para a pandemia.

Opiniões

Rebeca Steingräber Gradíssimo escreve sobre o impacto do coronavírus: “The good wives”: como a pandemia empurra silenciosamente as mulheres de volta aos papéis tradicionais. Público 👉

João Ramos de Almeida escreve sobre presidente e congresso do PCP: Intrigas institucionais. Ladroes 👉

Eduardo Pitta escreve sobre a temporada 4: Como Vi The Crown 4. DaLiteratura👉

Ana Sá Lopes escreve sobre covid e Marcelo: Covid, 1 — Rituais da democracia, 0.Público 👉

Eva Joly escreve sobre abusos fiscais: A OCDE não está a conseguir combater os paraísos fiscais, cabe à União Europeia fazê-lo. Público 👉

Rui Tavares escreve sobre o Fundo de Recuperação: Com pragmáticos tão ingénuos, antes o realismo dos idealistas. Público 🔒

Henrique Burnay escreve sobre direita e Orbán: Direitas diferentes. DiárioDeNotícias👉

Teresa de Sousa escreve sobre como combater os populistas: O que fazer com os populistas? De Bruxelas a Lisboa. Público 🔒