Certamente!

Paulo Querido. Na Internet desde 1989

16 de dezembro de 2020

Quarta-feira, 16 de dezembro de 2020

Hoje é assim. A tauromaquia, a UNESCO e o PS. Redes sociais há muitas, seus palermas. 2020 não deu só COVID-19, eis 9 Coisas Boas. SEF: Rio, o iô-iô, hoje estava para cima.

Antes de lá irmos, uma nota suscitada por alguma correspondência desta semana. Se/quando quiseres partilhar o diário, há duas maneiras. A mais simples é carregares agora no botão de encaminhar ou forward ou equivalente no teu programa ou leitor de e-mail e enviares para quem achares conveniente. A outra é partilhar o link de cada edição (sempre presente no final da mensagem), sendo que o de hoje é este: https://paulo.querido.net/diario/2020/12/16.

Se quiseres recomendar a amig@s que subscrevam, faz favor!, agradecido! :) Tanto na versão web como no final de cada diário está o botão para subscrever, que desencadeia o procedimento. Também se pode fazer sem o botão: basta enviar uma mensagem para paulo@querido.org com a indicação de querer receber o diário.

A ver se encontro tempo para alterar o template e meter botões de encaminhar e de assinar aqui mais em cima, que no rodapé perdem-se nas letrinhas pequeninas.


1
Há uma fronteira entre eu e uma parte do PS — o que é uma pena quando nessa parte do PS estão, entre outras, duas pessoas da minha simpatia, João Soares e Manuel Alegre (que formalmente apoiei nas presidenciais). Essa fronteira é a tauromaquia. Eles acham que as touradas são “culturais”, eu acho que são barbárie e fecho o passado da nossa relação com os mamíferos bovinos nos livros de História.

Isto a propósito de Vital Moreira se ter atirado hoje à tentativa de equacionar as touradas como património cultural imaterial da humanidade pela UNESCO. Coloca a coisa de forma dura: deixaria de confiar num Governo socialista que “descesse à ignomínia de patrocinar ou apoiar uma tal candidatura”. Idem aspas.

No JN o jornalista Alexandre Parafita escreveu: “UNESCO não “rima” com tourada”. Certamente que não.


2
É irritante ler e ouvir nos media a referência às “redes sociais” quando 95% das vezes querem referir o Facebook. “Redes sociais” podem ser dezenas de coisas, das quais apenas uma minoria está consubstanciada nalgum serviço online de acesso público, como o Facebook, o Twitter, ou Instagram, ou privado, como o WhatApp e o Telegram. Mas quase sempre é ao Facebook que se querem referir pois é no Facebook que estalam polémicas e discussões e falsidades. O Twitter é uma pequena fonte e muito circunscrita em termos do grupo social de utilizadores.

É um péssimo hábito. É mesquinhez, é falta de coragem de quem devia escrever e falar sem equívocos porque fala e escreve no espaço público. Inquina-nos a todos, eu incluído. Tive de tomar consciência do erro para emendar os dedos.


3
2020 vai ficar na História da humanidade pelo motivo de força maior da pandemia. O efeito destruidor/recriador do COVID-19 está longe de apurado. É provável que modifique substancialmente o modo de vida da imensa maioria. Não só o modo de vida, também o paradigma económico será alterado num grau ainda desconhecido. Mas.

Mas o mundo não parou tanto assim este ano. O World Economic Forum agrupou 9 good news stories from 2020 que vale a pena espreitar. Duas ou três delas foram metidas a martelo para dourar a lista, mas são achievements em qualquer caso. Síntese desses nove WOW! deste ano:


4
Rui Rio é o nosso político iô-iô: ora faz o maior disparate, ora mostra ser um estadista, ora lhe ouvimos um disparate, ora diz uma frase responsável, ora alinha com o Chega, ora mostra ser o líder da oposição. Hoje foi dia para cima. Falando sobre o assunto SEF, o presidente do PSD disse: “Aquilo que se passou no SEF, a questão do cidadão morto pelos agentes do SEF, não é razão para se fazer uma reestruturação. É razão para se mover um processo crime e de averiguar o que se passou naquele caso concreto. Quando ouço o Governo a dizer que quer reestruturar o SEF na sequência da morte do cidadão ucraniano, acho que uma coisa não tem a ver com a outra”. Clap clap clap clap. O Governo devia ouvi-lo em vez de andar atrás do fogueteiro a apanhar as canas.



OPINIÕES

José Fernandes e Fernandes perplexo com a complexidade: Perplexidades em tempo de esperança. Público 👉

Eugénia Galvão Teles medita com o cidadão Jorge Jesus: “Racism is the new black”. Expresso 👉

Eduardo Pitta gosta das escolhas do presidente americano: Executivo Biden. DaLiteratura 👉

Francisco Seixas da Costa escreve sobre a Europa: A presidência e o governo. JornalDeNotícias 👉

Manuel Carvalho detesta a profissionalização da política: O Governo dos chefes de gabinete. Público 👉

Daniel Oliveira casca forte em Magina da Silva e nunca é demais: SEF: a organização faz o ladrão. Expresso 🔒