Certamente!

Paulo Querido. Na Internet desde 1989

26 de janeiro de 2021

Terça-feira, 26 de janeiro de 2021

Hoje há uma novidade no diário, olha aí em baixo a imagem (só acessível na versão e-mail). Já explico, depois de rever uma ideia sobre o segundo mandato de Marcelo e me considerar impressionado por Rio.


1
No diário de sábado teorizei que Marcelo faria um segundo mandato diferente e apertaria Costa, pedindo uma remodelação ministerial. Talvez me tenha excedido. A vitória expressiva nas eleições até potenciaria tal, mas dois fatores dos resultados farão o PR pensar duas, três, dez vezes antes de provocar incidentes que possam evoluir para uma crise política.

Um, a votação da extrema-direita. Para esvaziar aquele balão soprado pelos descontentamentos de décadas com um sistema que ficou sempre aquém das expetativas, Marcelo terá de ter muita paciência e tempo.

O outro decorre dessa votação, que contém sobretudo votos do PSD que desconfia dele e odeia Costa e está cheio de nervosismo por não meter a mão na tremenda pipa de milhões que aí vem nos próximos anos. As contas são difíceis, mas eu arrisco dizer que 2em cada 5 votos na extrema-direita foram do PSD. O que significa que Marcelo foi eleito pelo eleitorado PS, como Costa queria e teve.

Marcelo não irá sacrificar o seu legado aos interesses do seu antigo partido. E metam antigo nisso.

Portanto, e resumindo, posso ter-me excedido e aqui fica uma revisão.


2
Lembras-te da noite eleitoral e do discurso alucinado do presidente do PSD? Rui Rio continua a atapetar o caminho que vai do Chega ao PSD. Tudo bem, é lá com ele. Se cometer o erro crasso de uma coligação para as autárquicas, estará a dar a Ventura o que ele não tem: estruturas em praticamente todo o território nacional. Se acontecer, e tudo aponta para isso nesta altura, será uma questão de meses até alguém assinar a certidão de óbito do PSD. Impressiona.


3
O seguinte quadro mostra onde o excesso de mortalidade é pior. Portugal está num péssimo momento, o pior desde sempre. O gráfico é animado e permite ver a evolução na Europa através do tempo. No Euromomo.


4
A pandemia aumentou a urgência: o Rendimento Básico Universal, ou RBI, é cada vez mais falado como uma política possível para resolver alguns dos problemas a que os países não estão a ser capazes de dar resposta depois do capitalismo global ter comido os impostos. Nos EUA 11 cidades vão ter programas de distribuição e há mais 20 a pensar nisso. 2021 Will Be the Year of Guaranteed Income Experiments, escreve Sarah Holder na Bloomberg. (Dica de L.G.)


5
Este diário muda a partir de hoje. Há mudanças no modo de produção, mas essas só me interessam a mim. A ti interessa-te saber que passo a publicar uma imagem a abrir a newsletter, assim à guisa de capa. O conceito é simples: séries temáticas de 7 imagens, escolhidas por mim ou por um convidado, autor ou curador. A série de abertura tinha de ser da responsabilidade da leitora número um, a que viu nascer o diário antes de toda a gente: a minha mulher Ana 💞 . Pintura no feminino é uma seleção de imagens concebidas por pintoras. Na calha estão já séries por ilustradores e fotógrafos.



OPINIÕES

Miguel Vale de Almeida escreve sobre o pós-presidenciais: Tipo, lista para trazer sempre consigo e consultar a toda a hora nos próximos tempos*: MiguelValeDeAlmeida 👉

Rui Bebiano escreve sobre eleitores: Notas avulsas sobre as presidenciais. ATerceiraNoite 👉

Eduardo Pitta também escreve sobre as eleições: A Noite De Todos Os Equívocos. DaLiteratura 👉

Isabel Moreira escreve sobre saúde e Constituição: A saúde que temos o dever de proteger não é uma coisa abstrata. Visão 👉

Maria Manuel Leitão Marques escreve sobre plataformas e Capitólio: Redes vs. Trump. Público 👉

Pedro Adão e Silva escreve sobre o episódio solitário que definiu a noite eleitoral: Um carro que deambula pela Cidade Universitária. Expresso $

Paulo Baldaia escreve sobre esquerda e Marcelo Rebelo de Sousa: Eclipse à esquerda favorece Costa. DiárioDeNotícias 👉