Certamente!

Paulo Querido. Na Internet desde 1989

16 de agosto de 2010

Mais uma semana de felicidade – e Flora Purim para enfatizar

Procurava eu uma música para sublinhar mais uma semana de felicidade quando fui parar a Flora Purim. Decidi-me então por prolongar a enfatização através de uma semana evocativa do início do meu ecletismo musical.

Bem vindos à série Ponto final — o nome da discoteca onde comprei os meus primeiros discos de Jazz, na década de 70. Algumas raridades, outras preciosidades, músicos vulgares também. Fui ouvindo o que pude. Ouvi Flora Purim — uma voz espantosa e uma interpretação de muita frescura, aquela frescura inovadora que percorreu a cultura musical ocidental a partir dos anos 60.

Stan Getz e Flora Purim gravaram esta versão em Paris corria 1969. Com Stanley Cowell, Miroslav Vitous e Jack Dejohnette — tudo músicos que descobri a partir da bafienta discoteca e das primeiras surtidas ao Cascais Jazz, que me proporcionaram contato com alguns dos então raros entusiastas do Jazz, que se entreajudavam.

Mas gostei (gosto) especialmente deste 500 Miles High, gravado ao vivo em Montreaux, uma sessão clássica que marcou uma geração de músicos e cantoras (incluindo por cá a “nossa” Maria João. (Foi a edição de 1975 do célebre festival e o CD de Flora Purim anda por aí. Ela estava na berra, depois de ter sido lançada por Chick Corea. Além de ter Ron Carter, um dos contrabaixistas que mais me impressionavam então, Flora contou em Montreaux com a companhia de Milton Nascimento.

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