Certamente!

Paulo Querido. Na Internet desde 1989

26 de maio de 2008

Da credibilidade ao suspiro de alívio dos vidamas do PSD

psdAcredibilidade é, em campanha eleitoral, um auto-colante como os outros. Raramente gruda e quando cola não resiste muito tempo.

Uma candidata que se apresenta sem discurso, sem campanha e sem direcção, a quem vão soprando à pressa umas frases “sociais” para as entrevistas na televisão, apostando tudo no facto de a sua face ser conhecida e representar a “credibilidade” como se este chavão significasse alguma coisa, é uma candidata para perder eleições internas de vida ou de morte, como estas que o PSD decidiu em boa hora atravessar (um ponto para Menezes, por se ter retirado).

Em o último líder do PSD? Rui Ramos traça um quadro sem ilusões sobre o partido e o que representam efectivamente os 3 candidatos. Nele diz, entre outras recomendáveis frases, isto: “talvez Passos Coelho seja o único dos candidatos em condições de não ser o último líder do PSD“. E também fala sobre as “bases” — outro erro de perspectiva de quem nos quer fazer crer que acredita (dever) ser o PSD um partido de elites, ou pelo menos um partido das elites em que “o povo” aposta para defender a causa pública.

Recomendo a sua leitura.

A minha aposta mantem-se, o meu palpite começa a ganhar consistência. A candidata que aceitou dar a cara pela estratégia da credibilidade está em vias de perder o confronto no PSD.

O que, vistas as coisas pelo prisma pragmático, a todos permitirá cantar vitória: ao menos não ganha Santana Lopes. É assim que os vidamas do PSD vão filosoficamente encaixar a derrota. A nenhum deles repugna Passos Coelho. E creio que para alguns, intimamente, este é a escolha certa, mas não poderiam dizer que não a Manuela Ferreira Leite.

Tudo está bem quando acaba bem.

(Siga a cronologia das directas)