Certamente!

Paulo Querido. Na Internet desde 1989

27 de maio de 2011

O principal equívoco da campanha eleitoral em curso

Ou me escapa algo que não consigo definir, ou há um grande equívoco na campanha eleitoral em curso. É mesmo o seu principal equívoco, na medida em que condiciona discursos de, pelo menos, 5 partidos.

O equívoco é o dado adquirido da inevitabilidade da presença de Paulo Portas no próximo governo.

Há um cenário, que é um dos dois melhores cenários possíveis para dia 6, que exclui Portas sem apelo nem agravo. É o cenário de um governo forte, resultante da negociação entre PS e PSD, os dois partidos mais votados e que, combinados, terão uma maioria absoluta e confortável — e à prova de bala no Parlamento.

Dos quatro cenários possíveis para dia 6, o CDS faz parte da solução governativa em três. Pois faz. É um trunfo a jogar e o frenético e sorridente Portas, o mais antigo e experimentado político em campanha, joga-o como trunfo e faz bluff com ele e usa-o por todos os lados na sua longa dança invisível com as agendas das televisões.

Mas há um cenário, que calha ser o mais plausível atendendo à história da nossa democracia, que o exclui. Logo, a inevitabilidade da sua ministerial presença é um equívoco.